segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

QUANDO AS PALAVRAS NÃO SAEM

Há alguns dias estava tentando escrever um texto, sobre um tema que muito me inquietava. Mas de todas as formas possíveis a 'inspiração não vinha'. Tentava, começava frases, estabelecia pontos de reflexão, entre outras regras e métodos que uso na produção textual e nada! Até que depois de algumas tentativas percebi, finalmente, que não era isso que o Senhor queria que eu dissesse! Pensei comigo: "Meu Deus... ainda estou errando nisso? Que coisa primária... sei reconhecer sua voz mas não soube reconhecer o seu silêncio... Me perdoe!!!" E assim entendi, de fato, a finalidade deste blog. Ficou tão claro meu papel! Ainda que os temas sejam amplos e de interesse de alguns cristãos, o blog esbarra na fragilidade daquele que o escreve. Eu, irmãos, não tenho nada a dizer se assim Deus não o fizer. Ele é a minha inspiração, minhas palavras, meu Chokmah. O Espírito Santo é tudo o que tenho a dizer... Se Ele não usar o vaso, o vaso fica parado, vazio, atrás da porta. Talvez se se tratasse da minha profissão ou tema que tenho estudado na Sociologia, talvez se se tratasse de um livro que li ou filme que assisti. Mas não se trata... Se trata do Povo de Deus e Ele é o único que tem autoridade para se reportar à nós. Se Ele não falar, seus servos não devem nem tentar abrir a boca... ou nesse caso, nem tocar no teclado... Talvez seja essa a razão de tantos sermões sem sentido, de pregações e testemunho vazios, de orações frias: a comunicação com Deus não foi estabelecida. E se Deus não está envolvido no processo, a inspiração do Espírito Santo simplesmente nos falta... e pra dizer algo 'da carne' é melhor ficar calado... correto? Cumprindo esta prerrogativa, eu me calo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

OFERECENDO SACRIFÍCIOS DE LOUVOR

1. Oferecendo “primícias”

Se o louvor é um sacrifício, ele pode ser dado tanto por Abel, quanto por Caim. Sabemos que o sacrifício de Abel foi perfeitamente agradável a Deus, por que ele deu o melhor de tudo que possuía, de todo seu coração. Caim, por sua vez, depositou as sobras de sua colheita e foi reprovado por Deus em seu proceder. Nestes dois exemplos estão fundamentados os dois tipos de sacrifício que são depositados no altar de Deus. O verdadeiro Cristão se preocupa em oferecer, sempre, o melhor no altar. E dar este ‘melhor’ implica em se entregar sem reservas durante o momento da adoração e do louvor, inclusive durante o culto. Não por um sensacionalismo bobo, ou demonstrando emoções vazias, nem por reagir a uma música suave no fim de um dia trágico. Trata-se de aproveitar um momento de intimidade com Deus, de uma oportunidade de estar em Sua presença que não pode passar em branco. E só quando é tratado deste modo, que o louvor pode soar como sacrifício agradável a Deus, como foi o de Abel. Se não matamos carneiros e despejamos gordura sobre o altar, então o que devemos despejar? Não irmãos, não é dinheiro, é claro! Devemos oferecer nossos corpos íntegros e nossos corações dispostos na presença do Pai. Devemos derramar a nossa alma! Os olhos do Senhor procuram por aqueles que O adoram em espírito e em verdade, ou seja, aqueles que alcançam a profundidade necessária para uma entrega completa. Isso não significa que temos que cantar, gostar ou saber fazê-lo, mas é, sem dúvida, neste ambiente de unção e adoração que habita o louvor. Neste interím estabelece-se uma relação recíproca de amizade e envolvimento com um personagem extraordinário - O Espírito Santo. Ele nos leva à níveis de adoração que não conseguiríamos atingir sozinhos e nos qualifica para receber mais e mais de Deus, a cada passo, em Sua direção. Para aqueles que trilham este caminho, e realizam a entrega ideal para um perfeito louvor, a experiência tende a ficar cada dia mais intimista, até atingirmos uma posição única na presença de Deus, de onde não queremos mais sair. Totalmente rendidos e entregues a Ele, aproveitando cada segundo de sua presença, ansiosos pelo próximo contato, completamente apaixonados...
2. Enquanto uns louvam, outros estão inertes...

Como Caim, muitos não entendem a importância de oferecer primícias ao Senhor e não conseguem agradá-lo com suas sobras, superficialidade e frieza. Perdem o contato, a intimidade com o Pai e ficam cada vez mais distantes da Sua presença. Sim, essa realidade é cruel. Aqueles que se acham importantes demais para fechar os olhos e falar com Deus durante uma música, evidentemente não estão aptos para receber a presença Dele. Apegados demais com os rituais e regras de comportamento, os crentes Caim vão para a Igreja munidos de sua arrogância e presunção e não entendem a importância do louvor. Normalmente ficam inertes ao clima de adoração na Igreja e fingem. Por que Caim não deixou de oferecer... Ele não faltou neste dia, ele foi até lá e, ignorando a grandeza de Deus, ele ofereceu suas sobras. O problema é que a maioria das pessoas não se auto-avalia e em decorrência disto não enxerga a falta de qualidade de sua oferta. Passam uma vida inteira oferecendo restos, o resto de seu tempo, o resto de seu vigor, o resto de sua alegria, o resto de sua espiritualidade, o que sobrou de seu coração, de seu amor, de sua dedicação. Mas é evidente que nada disso agrada a Deus e ele nunca estará atento ao clamor deste filho, que O ignora dentro de Sua própria casa. Digo isto por que é sabido que Ele sonda corações e mentes e está apto para julgar o que se passa no pensamento daqueles que consideram o louvor uma ‘bobagem’, uma parte dispensável e fútil do culto. Porém é preciso considerar que é possível uma pessoa chegar ao céu sem saber um versículo de cor, mas nunca, em hipótese alguma, é possível chegar lá fazendo adorações vazias e superficiais, mesmo aqueles que têm seus currículos repletos de boas obras. É preciso louvar e louvar “conforme a excelência de Sua grandeza” como diz o Salmo 150. Esse padrão de qualidade é altíssimo!! É evidente que nunca seremos capazes de atingi-lo completamente, mas como um pai compreensivo Ele considera a nossa intenção. Caim nunca teve intenção de agradá-lo e o Senhor o repreendeu dizendo: “Se procederes bem, não é certo que sereis aceito?” (Gn 4:7). O Senhor merece uma adoração genuína, um coração que O ama e reconhece Seus grandes feitos. Ele está pronto para receber esta adoração há qualquer momento, desde que seja sincera, integral e de todo o entendimento. E essa postura de adoração não deve ser restrita ao culto, deve ir além, acompanhando o Cristão durante toda sua vida e de modo crescente, até o dia em que o veremos face a face.
Se a sua oferta de louvor ainda não corresponde ás primícias que Ele merece, procure o auxílio do Espírito Santo para que Ele te faça um adorador por excelência!

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